terça-feira, 12 de julho de 2011

Artigo: "FSF bola murcha".

Álvaro Muller



FSF bola murcha

Foi preciso a astúcia do jornalista Dilson Ramos no twitter para que eu me desse conta de mais um papel ridículo, protagonizado pela Federação Sergipana de Futebol. Afinal, que trofeuzinho titica foi aquele que a FSF entregou ao River Plate, bicampeão estadual? O Dilson perguntou e eu endosso o questionamento. De quem partiu a ‘sábia’ ideia de entregar à equipe de Carmópolis aquele troço todo feito em acrílico, com uma bendita de uma bola de futebol – de verdade mesmo, de couro, dessas que murcham e ressecam com o tempo – no meio da ornamentação de quinta categoria?

A essa altura, pouco importa se a invenção partiu do próprio presidente Carivaldo Souza, do seu fiel escudeiro Custódio Santana – eleito desportista do ano pela crônica especializada graças à sua dinâmica e criativa intervenção no inovador projeto do... da... do... bom, de alguma coisa interessante aí que os colegas de imprensa viram e eu, talvez por incompetência, não enxerguei. 

A essa altura, também pouco interessa se a Federação arrecadou uns trocadinhos com a fabricante da bola – não deixa de ser uma propaganda, ainda que ruim – ou se economizou muito com a compra do trofeuzinho fuleiro. O que importa agora é que aquela porcaria, que se custou dez reais aos cofres da Federação, saiu cara, está na sede do River Plate. Foi entregue em clima de festa e é a prova de que a nossa FSF nem para premiar os campeões estaduais presta.

Diga-se de passagem, esta não é a primeira vez que a Federação realiza tal façanha. Certa feita, o Sergipe levou o título sergipano e o então presidente Motinha, indignado com o material vagabundo custeado pela FSF, proibiu sua equipe de receber o ornamento da vergonha. Sacou um dinheirinho a mais e comprou um troféu de respeito para o então campeão estadual. 

O presidente do River Plate, Ernano Rodrigues, apesar de dirigir o clube bicampeão do Estado com todas as dificuldades comuns aos times do interior, não teve a mesma sacada do Motinha. Talvez por isso, não tenha sido considerado tão bom desportista quanto o vice-presidente da FSF, Custódio. Agora, a tendência é de que o título deste ano permaneça como o mais lembrado da história da equipe de Carmópolis, quaisquer que sejam as conquistas que o River venha a ter. O bicampeonato 2010/2011 será sempre e sempre lembrado. Pelo menos, toda vez que alguém precisar encher a bendita bola do troféu.

por: Álvaro Muller - Jornalista 

Parabéns Álvaro, pela lucidez e pelo denodo de mexer nessa "casa de abelha", onde há muita abelha-rainha para pouco zangão.

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