domingo, 26 de fevereiro de 2012

A arte de fazer média e enganar o ouvinte.


Hoje me bateu uma saudade daquelas que deixam a gente angustiado. É que, quando eu voltava de Itabaianinha, juntamente com a minha equipe esportiva da Rádio Capital do Agreste, após mais uma transmissão de futebol, tive o desprazer de ouvir, dentre tantas outras bobagens, um determinado repórter fazer um suspenso digno de Alfred Hitchcock para anunciar a arrecadação no "maior" clássico do futebol sergipano (Confiança x Sergipe), no maior estádio de Sergipe (Batistão) e, pasmem, as palavras eram de verdadeira emoção, quase êxtase. 
Atenção! Olhe a renda! Sinceramente, pela euforia, nós esperávamos (Eu, Roosevelt Santana e Antonio Carlos) pelo menos uns 8.000 pagantes, mas para nossa decepção, o público divulgado foi de apenas duas mil e poucas testemunhas. Poxa, que frustração! Para minha geração que teve o privilégio de acompanhar mais de 30.000 pagantes e hoje,  promover show pirotécnico quando 2.000 testemunhas vão ao estádio, é no mínimo puxa-saquismo vergonhoso dizer que um campeonato desse, é sucesso total. Esses maus profissionais do microfone deveriam exercitar um pouco a ética e o respeito aos seus ouvintes.

Por isso não me canso nunca de dizer: Pobre futebol sergipano e pobre Rádio esportivo de Sergipe (com raríssimas exceções).

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