quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Futsal: Falta de policiamento interrompe decisão.

O que deveria ter sido mais um dia de festa do futsal sergipano, se transformou numa bagunça generalizada. Tudo aconteceu aos quatro minutos e meio do segundo tempo, logo após o segundo gol do Real Moitense, diga-se de passagem, um golaço do ala Wiltinho. Na comemoração, o jogador moitense parou em frente a torcida de Lagarto. Pronto, começou a chuva de cerveja, água e tudo que estava à vista e ao alcance dos torcedores adversários. Como já havia acontecido em três oportunidades, o jogo foi interrompido por falta de policiamento na parte interna do ginásio.

Vale ressaltar que havia sete policiais militares do lado de fora do ginásio e que, na hora do tumulto, entraram e contiveram os exaltados. Com os torcedores nos seus devidos lugares, os árbitros Jailson dos Santos e Neifran Diniz esboraçaram o reinício do jogo, porém recuaram frente a recusa do comandante da guarnição em permanecer no local, para garantir a integridade física de todos no ginásio, alegando que estava apenas cumprindo ordem superior de não fazer a segurança dos cidadãos e cidadãs na parte interna daquela praça de esportes.

Apesar dos pedidos e ponderações dos árbitros, das equipes, dos torcedores, da imprensa e até do prefeito Marcos Costa, não teve jeito, eles foram irredutíveis.
Diante do panorama de insegurança que fora instalado no ginásio sem a presença de agentes públicos de segurança, ou seja, policiais militares, Jaílson dos Santos (1º árbitro), não teve outra alternativa senão suspender o andamento da partida e relatar todo o ocorrido em súmula.

Sobre a competência da segurança nos eventos esportivos, o Estatuto do Torcedor, diz no Art. 13º, "O torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas". E no Art.14º, diz:  " Sem prejuízo do disposto nos arts. 12 a 14 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, a responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes, que deverão:

- solicitar ao Poder Público competente a presença de agentes públicos de segurança, devidamente identificados, responsáveis pela segurança dos torcedores dentro e fora dos estádios e demais locais de realização de eventos esportivos; "

E, à luz da Constituição Federal do Brasil, no seu Título II, Capítulo I, Art. 5º, vemos: " Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,"



Após a suspensão da partida, o presidente da FSFS, Dr. Manoel Cruz, disse estar decepcionado e indignado com a postura negligente dos agentes públicos de segurança, todavia, compreendia que eles estavam obedecendo ordens superiores, ou seja, do Governador, pois este é o comandante de fato e de direito da segurança pública em nosso Estado.

Tudo isto foi transmitido ao vivo, em tempo real pela equipe esportiva da Rádio Fm Itabaiana, com os profissionais Waldson Diniz, Beto Silveira, Genário Santos e Wendell Silva.

Mesmo com a tímida comemoração por parte da equipe de Moita Bonita, o título de campeão sergipano de futsal será decidido no Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe, em audiência a ser marcada posteriormente.

Acompanhe algumas imagens do jogo:




falta de respeito, decepcionar mais de 2.000 torcedores

Moita Bonita reviveu os grandes jogos com ginásio lotado



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